Sindicalistas pedem a Lula que reveja a Reforma Trabalhista

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No encontro entre Lula e os sindicalistas na última quinta-feira, os trabalhadores pediram ao presidente eleito que reveja alguns pontos da Reforma Trabalhista, como a homologação de demissões, a necessidade de fortalecimento das negociações coletivas e das regras para terceirização e trabalho intermitente.

A posição é um recuo da postura que as Centrais adotaram, principalmente durante a campanha eleitoral, quando pediram a revogação total da Reforma, feita ainda no governo Michel Temer.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, disse, que “a Reforma não gerou empregos, como era previsto e que proporcionou uma série de inseguranças jurídicas.”

Os sindicalistas foram unânimes em dizer que não pleiteiam a volta do Imposto Sindical, mas apelaram para que seja criada uma nova forma de custeio para as categorias.

A reunião contou com a presença de 23 entidades, as Centrais cobraram de Lula a política de proteção e seguridade para os trabalhadores informais e de aplicativos.

Também pediram garantias para uma política de recomposição do salário mínimo.

Segundo participantes do evento, Lula se comprometeu em garantir o aumento real do salário-mínimo já em 2023.

“Há a possibilidade que já no começo do ano que tenhamos novamente a política que vinha sendo usada, ou seja: a recuperação da inflação, mais o que cresceu o País nos dois últimos anos”, explicou Ricardo Patah.

O certo é que Lula não fará nada numa única canetada, para não voltar a cometer os erros vividos no governo Dilma. Será preciso muita negociação, ao contrário do que almejam, de imediato, as representações sindicais.

Para o presidente da CONTRATUH, Wilson Pereira, “seguimos confiantes de que a classe trabalhadora só terá a lucrar com o novo governo. As promessas de campanha, o diálogo aberto novamente com o governo, são indicativos de que boas notícias virão. Talvez ainda demorem um pouco, mas temos o nosso vice-presidente Moacyr, na qualidade de presidente da Nova Central, atento para todas as reivindicações e disposto a ser uma voz forte em defesa dos nossos interesses”.