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Rendimento dos trabalhadores cai durante a pandemia, diz IPEA

 

A análise, feita com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os trabalhadores formais foram os menos atingidos pelos efeitos adversos da pandemia na renda. Os trabalhadores do setor privado com carteira assinada e os funcionários públicos receberam 96% do habitual. Trabalhadores do setor privado sem carteira assinada auferiram efetivamente 90,7% dos rendimentos usuais.

Em outubro, 27,86% dos domicílios pesquisados não apresentaram nenhuma renda do trabalho efetiva. De acordo com o estudo, 4,75% dos domicílios (cerca de 3,25 milhões) sobreviveram apenas com os rendimentos do auxílio emergencial. Esse resultado representa uma queda de 1,25 ponto percentual em relação ao mês de setembro e é o primeiro recuo substancial desde junho.

A renda domiciliar média, após considerar o auxílio emergencial (AE), ultrapassou em 3% a que seria obtida caso o domicílio houvesse recebido rendimentos do trabalho habituais. Esse impacto foi maior entre os domicílios de renda baixa, onde, após o AE, os rendimentos foram 22% maiores do que seriam com as rendas usuais.

Contudo, o aumento na renda domiciliar média causada pelo auxílio foi R$ 100 menor em outubro, na comparação com setembro (R$ 292 contra R$ 392). Assim, mesmo com o aumento da renda do trabalho efetiva, a renda média total domiciliar caiu 1,8%, alcançando R$ 3.818 em outubro. Entre os domicílios de renda muito baixa, a queda foi de 6,8% (de R$ 1.177 para R$ 1.097). Os dados mostram também que cerca de 30% dos domicílios receberam, em outubro, a metade do valor do AE de setembro – proporção que entre os domicílios de renda muito baixa alcançou 40%.

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